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Alimentação de cães e gatos em cada fase da vida

  • Postado por robinson
  • Categorias Veterinária
  • Data 14 de janeiro, 2026
Alimentação de cães e gatos em cada fase da vida

A alimentação é um dos pilares fundamentais para a saúde, o bem-estar e a longevidade dos animais de companhia. Assim como ocorre com os seres humanos, cães e gatos apresentam necessidades nutricionais específicas em cada fase da vida, que variam de acordo com o crescimento, o nível de atividade, o metabolismo e as mudanças fisiológicas ao longo do tempo. Compreender essas particularidades é essencial não apenas para tutores, mas também para estudantes, professores e profissionais da área veterinária que buscam promover uma vida mais saudável aos pets.

Desde a fase de filhote, marcada por intenso desenvolvimento corporal, até a fase sênior, em que o organismo passa por processos naturais de envelhecimento, a escolha correta da alimentação influencia diretamente o desenvolvimento ósseo e muscular, o fortalecimento do sistema imunológico, a prevenção de doenças e a qualidade de vida do animal. Uma nutrição inadequada, por outro lado, pode resultar em deficiências nutricionais, obesidade, distúrbios metabólicos e outros problemas de saúde.

Neste artigo, vamos abordar de forma clara e fundamentada como deve ser a alimentação dos pets em cada fase da vida, destacando as principais exigências nutricionais, os cuidados necessários e o papel do acompanhamento profissional. O objetivo é oferecer uma visão educativa e prática sobre nutrição animal, contribuindo para decisões mais conscientes e responsáveis no cuidado diário com cães e gatos.

A nutrição como base da saúde animal

A nutrição adequada é um dos fatores mais determinantes para a manutenção da saúde e do equilíbrio fisiológico dos animais de companhia. Uma alimentação correta não se resume apenas à oferta de alimento em quantidade suficiente, mas à garantia de que o pet receba todos os nutrientes necessários, nas proporções adequadas, para atender às exigências do seu organismo em cada fase da vida.

Conceito de nutrição balanceada

A nutrição balanceada pode ser definida como o fornecimento de uma dieta que contenha todos os nutrientes essenciais, em quantidades e relações adequadas, respeitando a espécie, idade, porte, nível de atividade e condição fisiológica do animal. Dietas equilibradas permitem que o organismo funcione de forma eficiente, promovendo crescimento saudável, manutenção da massa corporal, bom funcionamento metabólico e prevenção de deficiências ou excessos nutricionais, que podem resultar em doenças.

Macro e micronutrientes essenciais

Os nutrientes são classificados em macro e micronutrientes, ambos indispensáveis para a saúde animal.

Os macronutrientes são aqueles necessários em maiores quantidades:

  • Proteínas: fundamentais para a formação e manutenção dos tecidos, produção de enzimas, hormônios e anticorpos, além de serem essenciais para o crescimento e a recuperação do organismo.
  • Carboidratos: importantes fontes de energia, especialmente para cães, contribuindo para o funcionamento adequado do sistema nervoso e muscular.
  • Lipídios: fornecem energia concentrada, participam da absorção de vitaminas lipossolúveis e são essenciais para a saúde da pele, pelagem e funções hormonais.

Já os micronutrientes, embora necessários em menores quantidades, são igualmente essenciais:

  • Vitaminas: atuam em diversas reações metabólicas, no fortalecimento do sistema imunológico e na manutenção da saúde geral.
  • Minerais: participam da formação óssea, do equilíbrio eletrolítico, da contração muscular e de inúmeras funções enzimáticas.

O equilíbrio entre esses nutrientes é indispensável para evitar carências nutricionais ou toxicidades.

Impacto da alimentação na imunidade, crescimento e prevenção de doenças

Uma alimentação adequada exerce influência direta sobre o sistema imunológico, tornando o animal mais resistente a infecções e doenças. Durante o crescimento, a nutrição correta garante o desenvolvimento adequado dos ossos, músculos e órgãos, reduzindo o risco de problemas estruturais e metabólicos. Ao longo da vida, dietas equilibradas auxiliam na prevenção de enfermidades como obesidade, diabetes, doenças renais, articulares e cardiovasculares, além de contribuírem para uma maior longevidade e qualidade de vida.

Papel do médico-veterinário na orientação nutricional

O médico-veterinário desempenha um papel fundamental na orientação nutricional dos pets. É esse profissional que possui o conhecimento técnico necessário para avaliar individualmente cada animal, considerando fatores como idade, espécie, porte, condição corporal e possíveis doenças. A partir dessa avaliação, o veterinário pode indicar a dieta mais adequada, orientar sobre a quantidade correta de alimento, realizar ajustes nutricionais ao longo do tempo e prevenir problemas relacionados à alimentação inadequada. Dessa forma, a nutrição deixa de ser apenas um cuidado básico e passa a ser uma estratégia essencial de saúde preventiva.

Alimentação na fase filhote

A fase de filhote é um dos períodos mais críticos e determinantes na vida dos pets. É nesse momento que o organismo passa por intensas transformações, exigindo uma alimentação cuidadosamente planejada para garantir um desenvolvimento saudável e prevenir problemas que podem se manifestar na fase adulta.

Características dessa fase

Durante a fase de filhote, o crescimento ocorre de forma acelerada, com aumento significativo do peso corporal e do tamanho do animal em um curto espaço de tempo. Esse crescimento rápido exige grande aporte nutricional, pois o organismo está em constante formação e adaptação.

Além disso, ocorre o desenvolvimento ósseo, muscular e neurológico, etapas fundamentais para a estrutura corporal, a coordenação motora e o comportamento do animal. Deficiências nutricionais nesse período podem resultar em deformidades ósseas, fraqueza muscular, atraso no desenvolvimento e alterações neurológicas, muitas vezes irreversíveis.

Necessidades nutricionais dos filhotes

Devido ao alto ritmo de crescimento, os filhotes apresentam alta demanda energética, necessitando de dietas mais concentradas em energia quando comparadas às de animais adultos. Essa energia deve ser proveniente de fontes de qualidade, garantindo bom aproveitamento pelo organismo.

As proteínas de alta digestibilidade são essenciais, pois fornecem os aminoácidos necessários para a formação de músculos, órgãos, enzimas e hormônios. A qualidade da proteína é tão importante quanto a quantidade, especialmente nessa fase.

O equilíbrio entre cálcio e fósforo merece atenção especial, uma vez que esses minerais são fundamentais para a formação e mineralização óssea. Proporções inadequadas podem levar a distúrbios no crescimento, principalmente em filhotes de raças médias e grandes.

Outro nutriente de grande relevância é o DHA (ácido docosa-hexaenoico), além de outros ácidos graxos essenciais. Esses compostos participam do desenvolvimento do sistema nervoso e da visão, contribuindo para melhor aprendizado, comportamento e funções cognitivas do filhote.

Frequência e tipo de alimentação

A frequência alimentar dos filhotes deve ser maior do que a dos adultos, devido ao metabolismo acelerado e à menor capacidade gástrica. De forma geral, recomenda-se a divisão da alimentação em três a quatro refeições diárias, variando conforme a idade, o porte e a orientação do médico-veterinário.

É importante considerar as diferenças entre rações para filhotes de pequeno, médio e grande porte, pois cada grupo apresenta necessidades específicas. Filhotes de raças grandes, por exemplo, exigem maior controle no fornecimento de energia e minerais para evitar crescimento excessivamente rápido e problemas articulares.

A transição alimentar do desmame deve ser feita de forma gradual, respeitando o sistema digestivo ainda imaturo do filhote. A introdução do alimento sólido deve ocorrer aos poucos, evitando mudanças bruscas que possam causar distúrbios gastrointestinais. Esse processo deve ser acompanhado e orientado por um profissional, garantindo segurança e adaptação adequada à nova dieta.

Alimentação na fase adulta

A fase adulta representa um período de maior estabilidade fisiológica para cães e gatos. Nessa etapa, o crescimento já foi concluído e o foco da alimentação passa a ser a manutenção da saúde, do peso corporal adequado e da condição física do animal, prevenindo doenças que podem surgir ao longo do tempo.

Estabilidade fisiológica

Na fase adulta, a principal função da alimentação é a manutenção do peso corporal, evitando tanto o emagrecimento excessivo quanto o sobrepeso e a obesidade, condições cada vez mais comuns na clínica veterinária. O controle adequado da ingestão calórica é essencial para garantir o equilíbrio energético e a saúde metabólica.

Outro ponto fundamental é a preservação da massa muscular, que contribui para a mobilidade, força e qualidade de vida do animal. Uma dieta adequada em proteínas ajuda a manter a musculatura saudável, além de favorecer o bom funcionamento do organismo como um todo.

Composição ideal da dieta

A dieta do pet adulto deve apresentar equilíbrio energético, fornecendo energia suficiente para as atividades diárias sem excessos. O consumo calórico deve estar alinhado ao porte, idade, metabolismo e nível de atividade do animal.

As proteínas de qualidade continuam sendo indispensáveis, pois participam da manutenção dos tecidos, da produção de enzimas e do suporte ao sistema imunológico. A origem e a digestibilidade dessas proteínas influenciam diretamente o aproveitamento nutricional.

O controle de gorduras e carboidratos também é essencial nessa fase. Os lipídios são importantes fontes de energia e auxiliam na saúde da pele e da pelagem, mas seu excesso pode levar ao ganho de peso. Já os carboidratos devem ser oferecidos em quantidades adequadas, respeitando a capacidade de digestão e utilização de cada espécie, especialmente no caso dos gatos.

Alimentação conforme o estilo de vida

O estilo de vida do pet exerce grande influência sobre suas necessidades nutricionais. Pets mais ativos, que realizam exercícios frequentes ou possuem rotina intensa, demandam maior aporte energético. Por outro lado, animais sedentários necessitam de dietas com menor densidade calórica para evitar o acúmulo de gordura corporal.

No caso dos pets castrados, ocorrem alterações hormonais que podem reduzir o metabolismo e aumentar o apetite, elevando o risco de sobrepeso. Nesses casos, a alimentação deve ser ajustada, com controle energético e acompanhamento profissional.

A influência do ambiente e da rotina também deve ser considerada. Animais que vivem em espaços reduzidos, permanecem longos períodos sozinhos ou têm acesso frequente a petiscos e alimentos extras podem apresentar mudanças no comportamento alimentar. Por isso, a dieta deve ser constantemente avaliada e adaptada à realidade de cada pet, sempre com orientação do médico-veterinário.

Alimentação na fase sênior

A fase sênior marca o início do envelhecimento do organismo dos pets e exige cuidados nutricionais ainda mais específicos. Nessa etapa, o objetivo principal da alimentação é preservar a qualidade de vida, minimizar os impactos das mudanças fisiológicas e auxiliar na prevenção ou no controle de doenças crônicas comuns ao avanço da idade.

Alterações fisiológicas do envelhecimento

Com o envelhecimento, ocorre uma redução do metabolismo, fazendo com que o organismo do pet passe a gastar menos energia. Esse fator aumenta a predisposição ao ganho de peso, mesmo com a ingestão de quantidades semelhantes às da fase adulta.

Também são comuns alterações digestivas, como diminuição da eficiência na digestão e absorção de nutrientes. O trato gastrointestinal pode tornar-se mais sensível, exigindo alimentos de melhor qualidade e maior digestibilidade.

Outro aspecto relevante é a perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia, que compromete a mobilidade, a força e a autonomia do animal. A nutrição adequada desempenha papel fundamental na redução desse processo e na manutenção da funcionalidade do organismo.

Necessidades nutricionais específicas

Os pets idosos necessitam de proteínas de fácil digestão, em quantidades adequadas, para auxiliar na manutenção da musculatura sem sobrecarregar órgãos como fígado e rins. A qualidade da proteína é essencial nessa fase.

A dieta deve apresentar menor densidade calórica, ajudando a controlar o peso corporal e prevenindo a obesidade, que pode agravar problemas articulares e metabólicos.

O suporte articular, por meio de nutrientes como condroitina e glucosamina, é importante para a saúde das articulações, auxiliando na mobilidade e no conforto do animal, especialmente em casos de artrite e artrose.

Além disso, a inclusão de antioxidantes contribui para o combate ao estresse oxidativo, enquanto as fibras auxiliam no funcionamento intestinal, promovendo melhor digestão e equilíbrio da microbiota.

Cuidados especiais na alimentação

Na fase sênior, a palatabilidade do alimento torna-se um fator importante, uma vez que alterações no olfato, paladar ou na saúde bucal podem reduzir o interesse do pet pela alimentação. Dietas mais atrativas e adequadas à condição do animal ajudam a manter o consumo alimentar.

A hidratação também merece atenção redobrada, pois muitos pets idosos tendem a ingerir menos água. O estímulo ao consumo hídrico, por meio de água fresca, fontes ou alimentos úmidos, é essencial para a saúde renal e geral.

Por fim, o acompanhamento veterinário frequente é indispensável nessa fase da vida. Avaliações regulares permitem ajustes na dieta conforme as necessidades individuais do animal, contribuindo para a prevenção de doenças e garantindo mais conforto e bem-estar ao pet idoso.

Diferenças nutricionais entre cães e gatos

Embora cães e gatos sejam ambos animais de companhia, suas necessidades nutricionais apresentam diferenças significativas, resultado de particularidades fisiológicas e metabólicas de cada espécie. Compreender essas distinções é fundamental para evitar erros na alimentação e garantir a saúde e o bem-estar dos pets.

Os gatos possuem um metabolismo carnívoro estrito, o que significa que sua fisiologia é altamente adaptada ao consumo de proteínas de origem animal. Diferentemente dos cães, os gatos dependem quase exclusivamente de nutrientes encontrados em tecidos animais para suprir suas necessidades metabólicas. Dietas inadequadas, com baixa concentração de proteína animal, podem comprometer seriamente a saúde felina.

Um nutriente essencial para os gatos é a taurina, um aminoácido que não pode ser sintetizado em quantidades suficientes pelo organismo felino. A taurina desempenha papel fundamental na saúde cardíaca, na visão e na reprodução. A deficiência desse nutriente pode levar a problemas graves, como cardiomiopatia dilatada e degeneração da retina, reforçando a necessidade de dietas formuladas especificamente para gatos.

Outro ponto importante são as diferenças no aproveitamento de carboidratos. Os cães possuem maior capacidade de digestão e utilização de carboidratos como fonte de energia, enquanto os gatos apresentam metabolismo limitado para esse nutriente. Em dietas felinas, o excesso de carboidratos pode contribuir para distúrbios metabólicos, como obesidade e diabetes mellitus.

Diante dessas diferenças, torna-se evidente a importância de dietas específicas por espécie. Alimentos formulados para cães não atendem adequadamente às exigências nutricionais dos gatos e vice-versa. O fornecimento de dietas apropriadas, respeitando as características fisiológicas de cada animal, é essencial para promover saúde, prevenir doenças nutricionais e garantir uma vida longa e equilibrada aos pets.

Tipos de alimentação disponíveis no mercado

Atualmente, o mercado pet oferece diversas opções de alimentação, desenvolvidas para atender às diferentes necessidades nutricionais de cães e gatos em cada fase da vida e condição de saúde. Conhecer as características, vantagens e limitações de cada tipo de dieta é essencial para uma escolha consciente e segura.

A ração seca é uma das formas de alimentação mais utilizadas. Entre suas principais vantagens estão a praticidade, maior durabilidade, facilidade de armazenamento e contribuição para a saúde bucal, devido ao efeito mecânico da mastigação. Além disso, as rações secas comerciais são formuladas para oferecer nutrição completa e balanceada. Como limitação, apresentam menor teor de umidade, o que pode ser um ponto de atenção, especialmente para pets com baixa ingestão de água.

A ração úmida possui maior teor de água, o que auxilia na hidratação do animal e torna o alimento mais palatável, sendo uma boa opção para pets com apetite reduzido, idosos ou com dificuldades de mastigação. Também pode contribuir para a saúde do trato urinário, especialmente em gatos. Por outro lado, costuma ter custo mais elevado, menor durabilidade após aberta e menor efeito na saúde dental quando comparada à ração seca.

A alimentação natural tem ganhado popularidade e consiste no fornecimento de alimentos preparados com ingredientes frescos, como carnes, legumes e carboidratos selecionados. Quando corretamente formulada por um profissional, pode oferecer alta digestibilidade e excelente aceitação pelos animais. No entanto, suas limitações incluem a necessidade de planejamento rigoroso, risco de desequilíbrios nutricionais quando feita sem orientação, maior custo e exigência de tempo para preparo e armazenamento adequados.

As dietas terapêuticas são alimentos desenvolvidos especificamente para auxiliar no manejo nutricional de doenças, como obesidade, insuficiência renal, diabetes, alergias alimentares e problemas gastrointestinais. Essas dietas devem ser utilizadas exclusivamente sob orientação e acompanhamento do médico-veterinário, pois são formuladas para atender necessidades clínicas específicas. Sua principal limitação é o uso restrito a determinadas condições, não sendo indicadas para animais saudáveis sem indicação profissional.

Cada tipo de alimentação apresenta vantagens e limitações, e a escolha ideal deve considerar fatores como idade, espécie, condição de saúde, estilo de vida e preferência do pet, sempre com suporte técnico. A decisão adequada contribui diretamente para a saúde, o bem-estar e a longevidade dos animais de companhia.

Erros comuns na alimentação dos pets

Apesar do aumento do acesso à informação sobre nutrição animal, alguns erros ainda são frequentes na rotina alimentar de cães e gatos e podem comprometer seriamente a saúde dos pets. Identificar e evitar essas práticas é fundamental para garantir uma alimentação segura e adequada ao longo da vida.

Um dos erros mais comuns é oferecer comida caseira sem orientação profissional. Alimentos preparados para consumo humano, além de não atenderem às exigências nutricionais dos pets, podem conter excesso de sal, gordura, temperos e ingredientes tóxicos para os animais. Mesmo dietas caseiras ou naturais destinadas aos pets devem ser formuladas por um médico-veterinário ou zootecnista, evitando deficiências ou desequilíbrios nutricionais.

O excesso de petiscos também representa um problema recorrente. Embora sejam utilizados como forma de agrado ou recompensa, quando oferecidos em excesso podem contribuir para o ganho de peso, desequilíbrio nutricional e redução do interesse pela alimentação principal. Petiscos devem ser fornecidos com moderação e, preferencialmente, fazer parte do cálculo diário de ingestão calórica do animal.

Outro erro frequente é não respeitar a fase da vida do pet. Utilizar a mesma alimentação desde a fase de filhote até a fase sênior ignora as mudanças fisiológicas e nutricionais que ocorrem ao longo do tempo. Cada etapa da vida exige ajustes na composição da dieta, e a falta dessa adaptação pode resultar em problemas de crescimento, manutenção inadequada do peso ou agravamento de condições relacionadas ao envelhecimento.

As mudanças bruscas na dieta também merecem atenção. Alterar o tipo ou a marca do alimento de forma repentina pode causar distúrbios gastrointestinais, como diarreia, vômitos e recusa alimentar. Toda transição alimentar deve ser feita de maneira gradual, respeitando o período de adaptação do sistema digestivo do pet e seguindo orientação profissional sempre que possível.

A importância do acompanhamento profissional

O acompanhamento profissional é um fator essencial para garantir que a alimentação dos pets seja adequada, segura e eficiente ao longo de toda a vida. A nutrição animal deve ser tratada de forma individualizada, considerando as particularidades de cada animal, e não baseada apenas em recomendações genéricas.

O papel do médico-veterinário e do zootecnista é fundamental nesse processo. Esses profissionais possuem conhecimento técnico para avaliar as necessidades nutricionais específicas de cães e gatos, indicar dietas adequadas e orientar sobre quantidades, composição e manejo alimentar. Além disso, o médico-veterinário é responsável por identificar condições clínicas que demandem ajustes nutricionais específicos ou o uso de dietas terapêuticas.

A avaliação individual do pet permite considerar fatores como idade, espécie, porte, condição corporal, nível de atividade, histórico de saúde e ambiente em que o animal vive. Essa análise detalhada é indispensável para a escolha da dieta mais adequada e para o estabelecimento de um plano alimentar que atenda às necessidades reais do animal.

Ao longo da vida, o pet passa por diversas mudanças fisiológicas, tornando necessários ajustes nutricionais contínuos. Transições entre fases da vida, alterações no metabolismo, mudanças na rotina ou o surgimento de doenças exigem revisões periódicas da alimentação, garantindo que a dieta continue atendendo às exigências do organismo.

O acompanhamento profissional também desempenha papel importante na prevenção de doenças nutricionais, como obesidade, deficiências minerais e vitamínicas, distúrbios metabólicos e problemas gastrointestinais. A nutrição adequada, aliada ao monitoramento regular, contribui para a promoção da saúde, bem-estar e longevidade dos animais de companhia.

Conclusão

Compreender como alimentar corretamente os pets em cada fase da vida é um passo fundamental para promover saúde, bem-estar e longevidade aos animais de companhia. Desde o período de crescimento acelerado dos filhotes até as necessidades específicas da fase sênior, a nutrição exerce papel direto no desenvolvimento, na manutenção da saúde e na prevenção de diversas doenças. Ao respeitar as particularidades de cada espécie, fase da vida e estilo de vida, tutores e profissionais contribuem para uma relação mais responsável e consciente com os animais.

Ao longo deste artigo, foi possível perceber que a alimentação vai muito além de simplesmente oferecer alimento. Ela envolve conhecimento técnico, avaliação individualizada e acompanhamento profissional constante, reforçando a importância da atuação do médico-veterinário e de profissionais capacitados na área de saúde animal.

Agradecemos a todos que acompanharam este conteúdo até o fim e se dedicaram a ampliar seus conhecimentos sobre nutrição animal. Para quem deseja se aprofundar ainda mais nesse e em outros temas essenciais da área veterinária, o Curso de Auxiliar de Veterinário da CPEA é uma excelente oportunidade. Nele, os alunos aprendem na prática sobre cuidados com os animais, nutrição, manejo e rotinas clínicas, preparando-se para ingressar em uma das áreas que mais crescem nos últimos anos e que oferece amplas oportunidades no mercado de trabalho.

Até a próxima.

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